Edição: 203, em 27/07/10 - Autor: Jean Hausemer -
CGI Moveleiro

Confira abaixo os comentários das instituições sobre a elevação da Selic:
• CNI
O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ver "com algum alento" a decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir o ritmo de aperto monetário, com alta de 0,50 ponto percentual na taxa Selic. Segundo ele, a manutenção do processo de elevação dos juros se mostra desnecessária, pelo cenário de arrefecimento da atividade econômica.
• Ciesp e Fiesp
A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) dizem repudiar a decisão do BC de elevação da taxa Selic. "Quando a insistência da política de juros altos, na contramão da realidade econômica do país, prejudica o crescimento e tira da sociedade emprego e renda, quem trabalha e produz fica desmotivado. Isso não é bom para o Brasil", afirma Rafael Cervone, presidente em exercício do Ciesp.
• Firjan
A Federação Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) afirma que "o aumento da taxa Selic é incompatível com a atual conjuntura, em um momento em que a atividade econômica já aponta para um ritmo de crescimento mais moderado. Além disso, a medida soma-se à excessiva carga tributária, desestimulando o investimento privado, tão fundamental ao processo de crescimento continuado. A Firjan defende maior peso da política fiscal no controle da inflação, acompanhado de redução do papel da política monetária. Nesse sentido, a contenção do gasto público corrente possibilitaria ao país conviver com taxa de juros mais baixa, o que certamente implicaria em menores custos em termos de produção e emprego".
• Fiergs
"Esperávamos um pouco mais de ousadia do Banco Central. O cenário ainda é de bastante incerto na economia internacional. No mercado interno, a produção, o consumo e a inflação no segundo trimestre apresentaram desaceleração. O Copom já errou na dose do remédio em outras ocasiões e não há por que penalizar o setor produtivo, o consumidor e a geração de empregos", lamentou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, ao avaliar o aumento da taxa básica de juros.
• Fecomercio
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) entende que a decisão do Copom demonstra um medo exagerado da autoridade monetária na possibilidade de aumento da inflação. Para o diretor executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges, o reajuste é "absolutamente desnecessário".
"O momento pede uma parada técnica para que o BC análise melhor a situação a partir dos aumentos dos juros básicos nos meses anteriores e possa tomar a decisão mais acertada daqui para a frente."
A Fecomercio ressalta que alterações na Selic costumam levar de quatro a oito meses para surtirem efeito na economia real.
• Força Sindical
A entidade afirma que decisão do Copom é "nefasta para o setor produtivo brasileiro". Segundo a Força Sindical, "esta insensata medida irá aumentar a trava para a produção e a geração de empregos, prejudicando as estimativas de um PIB vigoroso este ano.
A medida deixa uma dúvida: a quem interessa segurar o crescimento do Brasil?". Ainda de acordo com a entidade sindical, "as conservadoras decisões do Copom continuam sendo um forte obstáculo para o crescimento da economia. É realmente lamentável que as autoridades monetárias brasileiras tenham se transformado em meros aduladores dos especuladores, e suas decisões estão cada vez mais distante dos interesses maiores da sociedade e do Brasil".
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